CLIMA, CULTURA E STAKEHOLDERS

proposta de eixos para capacitação no setor público

Autores

  • Leandra Vilela Rodrigues Chaves Tribunal de Justiça do Estado de Goiás/Coordenadora do Assessoramento da Diretoria-Geral
  • Eliseu Vieira Machado Júnior UFG / PROFIAP – Mestrado Profissional em Administração Pública em Rede Nacional
  • Gustavo Henrique Petean UFG / PROFIAP – Mestrado Profissional em Administração Pública em Rede Nacional

DOI:

https://doi.org/10.21171/ges.v18i50.3757

Palavras-chave:

Clima Organizacional, Cultura Organizacional, processo de capacitação, Poder Judiciário do Estado de Goiás, Teoria do Stakeholder

Resumo

O objetivo desta pesquisa foi, a partir da identificação dos principais elementos organizacionais do clima e cultura, dos processos de capacitação e da Teoria do Stakeholder, identificar eixos para capacitação no setor público, utilizando como objeto o Poder Judiciário do Estado de Goiás. A importância da pesquisa está consubstanciada no fato de que há poucas referências de estudos, nos temas propostos, aplicados ao Poder Judiciário, bem como em razão de que a efetividade das ações de capacitação tem reflexos positivos na qualidade da prestação de serviços. Nesse sentido, a pesquisa mostrou-se original ao identificar as lacunas nos processos de capacitação do Judiciário e propor estratégias concretas. A grande maioria dos entrevistados demonstrou entender a importância das ações de capacitação de forma contínua como requisito essencial para uma boa prestação de serviços, evidenciando, portanto, a relevância dos eixos para a capacitação e, por conseguinte, impactando nos resultados organizacionais esperados.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Abrucio, F. L. (1998). Os avanços e dilemas do modelo pós-burocrático: a reforma à luz da experiência internacional recente. Rio de Janeiro, RJ: FGV.

Alvesson, M. (2013). Understanding organizational culture. London, UK: Sage.

Amaral, H. K. (2006). Desenvolvimento de competências de servidores na administração pública brasileira. Revista de Serviço Público, 57 (4), 549-563.

Araújo, L. C. G. de (1982). Mudança organizacional na administração pública federal brasileira. São Paulo, SP: FGV.

Benini, E. G., Fernandes, M. D., Petean, G. H., Penteado, R. C., & Magnin, L. S. de L. T.. (2020). Educação a distância na reprodução do capital: entre a ampliação do acesso e a precarização e alienação do trabalho docente. Trabalho, Educação E Saúde, 18(3).

Bento, M. H. D. S., Madruga, L. R. R. G., Stecca, J. P., & Estivalete, V. F. B. (2022). Identificação organizacional cooperativa: a influência de um novo construto sobre o clima organizacional. Administração Pública e Gestão Social, 14(1), 1-24.

Bergamini, C. W., & Coda, R. (orgs.) (1997). Psicodinâmica da vida organizacional: motivação e liderança. São Paulo, SP: Atlas.

Bispo, M. de S., & Godoy, A. S. (2012). A etnometodologia enquanto caminho teórico-metodológico para investigação da aprendizagem nas organizações. RAC, 16 (5), 684-704.

Bitar, J., & Hafsi, T. (2007). Strategizing through the capability lens: sources and outcomes of Integration. Management Decision, 45 (3), 403-419.

Bowditch, J. I., & Buono, A. F. (1992). Elementos de comportamento organizacional. São Paulo, SP: Pioneira.

Bresser-Pereira, L. C. (2009). Construindo o estado republicano: democracia e reforma da gestão pública. Rio de Janeiro, RJ: FGV.

Brito, M. Y.; Ziviani, F.; Oliveira, J. L. R.; Christino, J. M. M. (2013). Estudo sobre a importância da capacitação do servidor administrativo do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás. Revista de Administração Hospitalar, 10 (2), 65-77.

Cameron, K. S., & Quinn, R. E. (2006). Diagnosing and changing organizational culture: based on the competing values framework. San Francisco, CA: Jossey-Bass.

Cavazotte, F. de S. C. N., Moreno, V. De A. Jr., & Turano, L. M. (2015). Cultura de aprendizagem contínua, atitudes e desempenho no trabalho: uma comparação entre empresas do setor público e privado. Rev. Adm. Pública, 49 (6), 1555-1578.

Chanlat, J-F (coord) (1996). O indivíduo na organização: dimensões esquecidas. São Paulo, SP: Atlas.

Chatman, J. A., & Jehn, K. (1994). Assessing the relationship between industry characteristics and organizational culture: how different can you be? Academy of Management Journal, 37 (30), 522-553.

Cheng, J., Bai, H., & Hu, C. (2022). The relationship between ethical leadership and employee voice: The roles of error management climate and organizational commitment. Journal of Management & Organization, 28(1), 58-76.

Clarkson, M. B. E. (1995). A stakeholder framework for analyzing and evaluating corporate social performance. Academy of Management Review, 20 (1), 92-117.

Comes, M. B., Cavalcante, F. V., & Toda, F. A. (2020). Avaliação do Clima Organizacional de Suporte à Criatividade e Inovação em Programas de Pós-Graduação 'Stricto Sensu'. Revista Ciências Administrativas, 26, 1-16.

Conselho Nacional de Justiça. (2018). Justiça em números 2018. Brasília, DF. Recuperado de http://www.cnj.jus.br/files/conteudo/arquivo/2018/08/44b7368ec6f888b383f6c3de40c32167.pdf.

Collis, J., & Hussey, R. (2018). Pesquisa em Administração: um guia prático para alunos de graduação e pós-graduação. Porto Alegre, RS: Bookman.

Corregedoria (2020). Relatórios de Gestão 2017-2019. Goiânia, GO: TJGO. Recuperado de http://portal.corregedoria.tjgo.jus.br/busca_avancada

Davel, E., & Vergara, S. C. (orgs). (2014). Gestão com pessoas e subjetividade. São Paulo, SP: Atlas.

Fadul, E. M. C., & Silva, L. P. (2008). Retomando o debate sobre a reforma do estado e a nova administração pública. In Anais do 32º Encontro da ANPAD, Rio de Janeiro, RJ.

Fleury, M. T. L., & Fleury, A. (2001). Construindo o conceito de competência. RAC, 5, 183-196.

Franco, L. A. C., & Fusari, J. C. (1985). Capacitação de recursos humanos para ensino público de 1º e 2º graus: problemas e perspectivas. São Paulo, SP: Cenafor.

Franzoi, N. L. (2006). Entre a formação e o trabalho: trajetórias e identidades profissionais. Porto Alegre, RS: UFRGS.

Freeman, R. E. (1984). Strategic management: a stakeholder approach. Nova York, NY: Cambridge Press.

Gil, A. C. (2010). Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo, SP: Atlas.

Comes, M. B., Cavalcante, F. V., & Toda, F. A. (2020). Avaliação do Clima Organizacional de Suporte à Criatividade e Inovação em Programas de Pós-Graduação 'Stricto Sensu'. Revista Ciências Administrativas, 26, 1-16.

Guimarães, A. R. S., & Gomes, A. M. (2020). Clima Organizacional da Uber: Uma Pesquisa com Motoristas do Aplicativo em Brasília. Revista de Administração da Unimep, 18(4), 242-265

Hogan, S. J., & Coote, L. V. (2013). Organizational culture, innovation, and performance: a test of Schein's model. Journal of Business Research, 67 (8), 1609-1621.

Honorato, H. G., & Guimarães, H. C. A. (2022). A gestão do conhecimento e o clima organizacional em uma organização militar da Marinha: passos iniciais. Perspectivas em Gestão & Conhecimento, 12(n. esp.), 138-153.

Jones, G. R. (2010). Teoria das organizações. São Paulo, SP: Pearson.

Koys, D., & Decotiis, T. (1991). Inductive measures of psychological climate. Human Relations, 44 (3), 265-285.

Krogh, G., & Roos, J. A. (1995). A perspective on knowledge, competence and strategy. Personnel Review, 24 (3), 56-76.

Lacerda, J. A. (2013). Capacitação e o perfil dos servidores públicos: um estudo descritivo de uma Universidade Federal Mineira (Dissertação de Mestrado). Universidade Federal de Lavras, Lavras, Brasil.

Lenza, P. (2019). Direito constitucional esquematizado. São Paulo, SP: Método.

Licório, A. M. de O., Guimarães, Q. D., Paula, L. M. A. de M., & Siena, O. (2015). Capacitação de servidores do Ministério Público de Contas do Estado de Rondônia como estratégia de administração gerencial. ENIAC Pesquisa, 4 (1), 17-33.

Lopes, M. M. C. (2015). A influência dos stakeholders na responsabilidade social empresarial estratégica (Tese de Doutorado). Instituto Universitário de Lisboa, Lisboa, Portugal.

Machado Jr., E. V. (2009). Sinergia dos stakeholders: um framework de gestão e responsabilidade social: estudo de caso em instituição de ensino superior brasileira (Tese de Doutorado). Univesidade Metododista de Piracicaba, Piracicaba, Brasil.

Mattos, C. A. C.(2019). Clima Organizacional sob a Perspectiva dos Gestores de Instituições Federais de Ensino: Uma investigação Multivariada em Belém, Pará, Brasil. Revista Organizações em Contexto, 15(30), 53-81.

Milles, R. H. (1980). Macro organizational behavior. Santa Monica, CA, Goodyear.

Mintzberg, H. (2009). Criando organizações eficazes: estruturas em cinco configurações. São Paulo, SP: Atlas.

Mól, A. L. R., Fernandes, A. S. A., Tinôco, D. dos S., Borges, D. F., Alloufa, J. M. L., & Araújo, M. A. D. de. (2010). Clima organizacional na administração pública: um estudo da Secretaria de Estado da Administração do Rio Grande do Norte. Rio de Janeiro, RJ: FGV.

Moreira, E. A. L. (2004). Avaliação da gestão de capacitação em órgão público: estudo de Caso - Centro Universitário (Dissertação de Mestrado). Universidade Federal Fluminense, Niterói, Brasil.

Moura, M. C. C., & Bittencourt, C. C. A. (2006). A articulação entre estratégia e o desenvolvimento de competências gerenciais. RAE-eletrônica, 5 (1), art. 3.

Miyashita, G. A., & Carvalho Cristaldo, R. (2022). Comunicação organizacional no serviço público no contexto do trabalho remoto emergencial. Caderno De Administração , 30(2), 20-40

Nakata, L. E., Veloso, E. F. R., Fischer, A. L., & Dutra, J. S. (2009). Uso de pesquisas de clima organizacional no Brasil. Gestão Contemporânea, 6 (6), 45-68.

Pacheco, L., Scofano, A. C., & Beckert, M. V. de S. (2005). Capacitação e desenvolvimento de pessoas. Rio de Janeiro, RJ: FGV.

Papsiene, P.; Vaitkeciciene, D. & Vicreciciene, I. (2021). Phenoenon of interaction between organizational climate and human resource assessment in large public setor organisations. Estudios de Economia Aplicada, 39 (4), 1-9.

Payne, R. L. (2000). Climate and culture: how close can they get? Thousand Oaks, CA: Sage.

Pinto, M. C. S., & Lyra, C. C. (2009). Mudança organizacional em uma empresa familiar brasileira. RAP, 43 (3), 609-634.

Pires, J. C. de S., & Macêdo, K. B. (2006). Cultura organizacional em organizações públicas no Brasil. RAP, 40 (1), 81-105.

Reichers, A. E., & Schneider, B. (1990). Climate and culture: an evolution of constructs. In Schneider, B. (org.), Organizational climate and culture (pp. 5-39). San Francisco, CA: Jossey-Bass.

Sandroni, P. (1994). Novo dicionário de economia. São Paulo, SP: Best Seller.

Santos, J. N. (2012). Clima organizacional na administração pública: análise do conceito nos termos de referência dos editais de licitação no Brasil para o fortalecimento do processo de gestão. In Anais do 17º CLAD, Cartagena, Colombia.

Sapper, M. A., & Coronel, D. A. (2016). A percepção dos servidores técnico-administrativos da UFSM, Campus Frederico Westphalen, quanto à efetividade dos cursos de capacitação da instituição na atividade laboral. Revista de Administração IMED, 6 (1), 72-90.

Schein, E. H. (2009). Cultura organizacional e liderança. São Paulo, SP: Atlas.

Schein, E. H. (1970). Organizational psychology. Englewood Cliffs, NJ: Prentice-Hall.

Scrideli, C. M. C., & Ueta, J. M. (2020). Clima organizacional em uma unidade de alimentação e nutrição. Práticas de Administração Pública, 4(3), 107-126.

Silva, N. T. da. (2003). Clima organizacional: uma proposta dos fatores a serem utilizados para avaliação do clima de uma instituição de ensino superior (Dissertação de Mestrado). Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, SC.

Silva, T. C., & Burger, F. (2018). Aprendizagem organizacional e inovação: contribuições da gestão do conhecimento para propulsionar um ambiente corporativo focado em aprendizagem e inovação. NAVUS, 8 (1), 7-9.

Simon, H. A. (1965). Comportamento administrativo: estudo dos processos decisórios nas organizações administrativas. Rio de Janeiro, RJ: FGV.

Sindakis, S., Kitsios, F., Kamariotou, M., Aggarwal, S., & Cuervo, W. J. M. (2022). The effect of organizational culture and leadership on performance: A case of a subsidiary in Colombia. Journal of General Management, 0(0).

Souza, E. L. P. (1978). Clima e cultura organizacionais: como se manifestam e como se manejam. São Paulo, SP: Edgard Blucker.

Souza, L. P. P., & Moraes, C. R. B. (2021). Influência do Clima Organizacional para o Compartilhamento de Conhecimento Tácito no Desenvolvimento de Software. GESTÃO.Org - Revista Eletrônica de Gestão Organizacional, 19(1), 35-51.

Spink, P. O. (1991). Resgate da parte. Revista de Administração, 26 (2), 22-31.

Thiago, F., Sales Filho, A. J. de, Gonçalves, C., & Maciel, W. R. E. . (2022). Clima organizacional e natureza do trabalho do judiciário: estudo no tribunla de justiça/comarca de Corumbá-MS. Gestão E Sociedade, 16(44).

Tomei, P. A. (2008). Cultura e mudança organizacional. Rio de Janeiro, RJ: PUC-Rio.

Tracey, J. B., Tannenbaum, S. I., & Kavanagh, M. J. (1995). Applying trained skills on the job: the importance of the work environment. Journal of Applied Psychology, 80 (2), 239-252.

Trompenaars, F. (1994). Nas ondas da cultura: como entender a diversidade cultural nos negócios. São Paulo, SP: Educator.

Ulrich, D. (org.) (2000). Recursos humanos estratégicos: novas perspectivas para os profissionais de RH. São Paulo, SP: Futura.

Woodman, R. W., & King, D. C. (1978). Organizational climate: science as folklore. Academy of Management Review, 3 (4), 816-26.

Downloads

Publicado

2026-01-04

Como Citar

Chaves, L. V. R., Machado Júnior, E. V., & Petean, G. H. (2026). CLIMA, CULTURA E STAKEHOLDERS: proposta de eixos para capacitação no setor público. Gestão E Sociedade, 18(50). https://doi.org/10.21171/ges.v18i50.3757